A Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) 2016, lançada em 10-02, traz como tema para reflexão: “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24), com foco no saneamento básico.

Promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), a proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si. O Objetivo da Campanha é que sejam abertos espaços de diálogo para reflexão crítica sobre o modelo de desenvolvimento econômico vigente, que tem deixado boa parte da sociedade sem os recursos de sobrevivência básicos. O texto de apresentação da Campanha diz que “o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres. É um modelo que destrói a biodiversidade”.

Só no Brasil, cerca de 100 milhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico, e 35 milhões não têm acesso a água tratada, de acordo com o Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento – SNIS. Saneamento é direito de todos e envolve quatro serviços básicos: coleta e tratamento da água, esgotos, resíduos e drenagem.

A Campanha da Fraternidade também está em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS/ONU, “objetivo 6- assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”. Com metas claras e bem definidas, a Agenda estabelece o ano de 2030 para que todos tenham assegurado esse direito essencial para uma vida sustentável.

Papa Francisco dirige-se aos brasileiros em mensagem sobre a CFE

Selecionamos alguns trechos da mensagem do Papa Francisco aos brasileiros para a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016:

“Todos nós temos responsabilidade por nossa Casa Comum, ela envolve os governantes e toda a sociedade. Por meio desta Campanha da Fraternidade, as pessoas e comunidades são convidadas a se mobilizar, a partir dos locais em que vivem. São chamadas a tomar iniciativas em que se unam as Igrejas e as diversas expressões religiosas e todas as pessoas de boa vontade na promoção da justiça e do direito ao saneamento básico. O acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental.”

“Na encíclica Laudato si’, recordei que «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.””

“Aprofundemos a cultura ecológica. Ela não pode se limitar a respostas parciais, como se os problemas estivessem isolados. Ela «deveria ser um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade que oponham resistência ao avanço do paradigma tecnocrático» (Laudato si’, 111).”

“Aproveito a ocasião para enviar a todos minhas cordiais saudações com votos de todo bem em Jesus Cristo, único Salvador da humanidade e pedindo que, por favor, não deixem de rezar por mim”.

Redação Viva Sustentável – com informações da Rádio Vaticano