Hoje daremos início a uma série especial sobre  um dos documentos mais importantes produzidos pela humanidade: A CARTA DA TERRA.

Uma parte das pessoas do planeta, sensíveis aos gritos na natureza, deu início à construção de um documento referência que pudesse expressar os anseios de um mundo sustentável e pacífico. A Carta da Terra é uma espécie de código de ética planetário, semelhante à Declaração Universal dos Direitos Humanos , só que para promover a sustentabilidade, a paz e a justiça socioeconômica. Idealizada pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas, em 1987, ganhou impulso na Cúpula da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992.

O documento foi finalizado no ano 2000, traduzido para mais de 40 idiomas e atualmente é apoiado por milhares de organizações ao redor do mundo. A Carta contém 16 princípios básicos agrupados em quatro grandes tópicos:

  • respeitar e cuidar da comunidade de vida;
  • integridade ecológica;
  • justiça social e econômica;
  • democracia, não-violência e paz.

A erradicação da pobreza, com acesso à água potável, ao ar puro e à segurança alimentar norteia a Carta da Terra, que também defende a promoção de uma cultura de tolerância e não-violência e a distribuição equitativa dos recursos da Terra.

A Carta da Terra busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada, voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações.  Oferece também um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição rumo a um futuro sustentável.

O documento é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores  compartilhados. O projeto começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A Carta é um documento conciso, escrito com linguagem inspiradora. É uma articulação  que reflete valores universais e uma declaração de princípios fundamentais e que pode ser compartilhada amplamente pelos povos de todas as raças, culturas e religiões. É um convite para a ação, que agrega novas dimensões significativas de valores às que já se encontram expressas em outros documentos relevantes e, ainda, uma carta dos povos que deve servir como um código universal de conduta para pessoas, para instituições e para Estados. Portanto, uma Declaração Universal dos Deveres Humanos, uma vez que o Homem é o grande agente modificador dos ecossistemas da Terra.

Para colaborar com esta preparação, e inspirados na escala de transformação do Ecobairro, sugerimos algumas atitudes:

Ações em você

  • Reflita se você é sensível aos apelos da natureza e identifique o que está dificultando ouvi-la
  • Lembre-se que você faz parte do corpo planetário e todos os seres estão interconectados em um único ecossistema

Ações em sua casa

  • Convide os familiares a uma reflexão: nossa casa está, desde as instalações e como ela funciona, incluindo nossos hábitos e estilos de vida, ajudando a Terra a ser sustentável e pacífica?

Ações em seu quarteirão ou condomínio

  • Converse com seu vizinho, pergunte se ele  já ouviu falar sobre a Carta da Terra e dissemine a importância de conhecê-la

Ações em seu bairro

  • Divulgue nas escolas de seu bairro a importância de estudar a Carta da Terra
  • Organize um evento com as lideranças de seu bairro sobre a Carta da Terra e como torná-la viva

“A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.”

Redação do Viva Sustentável