A data de 22 de abril tem muitos significados para o mundo. Em 22 de abril de 1970 o senador norte-americano Gaylord Nelson, ativista ambiental, faz a primeira manifestação para a criação de uma agenda ambiental. Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criou a Agencia de Proteção Ambiental e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Os grupos de ecologistas utilizavam o dia como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Este dia foi reconhecido pela ONU em 2009, quando a mesma instituiu o Dia Internacional da Mãe Terra, celebrado em 22 de abril.

Utiliza-se este dia também para buscar soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas.
Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.
• O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.
• O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.
• No Dia da Terra todos estamos convidados a participar e promover atividades para a saúde do nosso planeta, tanto em nível global como regional e local.

A Carta da Terra diz “A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais”.

Esta mesma data, 22 de abril, é uma data histórica politicamente em nosso país porque no ano de 1500 o Brasil iniciou a colonização pelos Portugueses, a partir da Bahia, num Porto Seguro, mas, seguro para quem?
Os portugueses ao chegarem aqui com suas 13 caravelas, encontraram um povo que vivia em perfeita harmonia com a natureza, com identidade cultural, com seu próprio modelo de governar, sua medicina, arte, comunicação, economia, espiritualidade, educação e ecologia, eram os POVOS INDÍGENAS. Vistos como “POVOS NÃO CIVILIZADOS” foram obrigados a se curvar a colonização europeia e violentados em suas diversas formas, o que gerou um trauma em nossas raízes e temos um Brasil que precisa ser curado em sua essência de interação entre os povos nativos e os povos imigrantes o que fez dar as nossas terras a capacidade de internacionalizá-la, abriu-se para o mundo, mas com muita dor.

O dia 19 de abril, data tão próxima do dia 22, foi estabelecido como Dia do Índio pelo então presidente Getúlio Vargas em 1943, porque em 1940 foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.
Já em Feira de Santana, no dia 22 de abril de 2015, foi aprovada por unanimidade a Lei Municipal que institui a data de 15 de abril como o Dia Municipal da Preservação e Proteção do Patrimônio Natural e Cultural, Lei que além de ser dinâmica em sua aplicação, pede que os locais que representem o patrimônio natural e cultural façam o uso da Bandeira Internacional da Paz e Cultura, para que sejam protegidos tanto em épocas de violência como em épocas de paz.

Procuramos mostrar nesta reflexão o quanto a data 22 de abril tem significância mundial, nacional e para nossa cidade, mas com um apelo único: Preservar e Proteger a casa comum, a Terra, a partir da preservação e proteção das raízes culturais.

Que a Mãe Terra, tão compassiva, possa nos perdoar por tanta violência que já cometemos em seu corpo planetário, atingindo as diversas criaturas, incluindo o ser humano. Que os povos Indígenas perdoem aqueles que não compreenderam a sua sabedoria de viver em harmonia com a natureza.

Por Redação Viva Sustentável