Os mitos podem ser definidos como narrativas orais que contêm verdades consideradas fundamentais para um povo (ou grupo social). São histórias que contam como as coisas chegaram a ser o que são e como as divindades, os homens, os animais e as plantas se diferenciaram.

Já os rituais fazem o caminho inverso: contam ou recriam o mito, promovendo a interação de divindades, homens, animais e plantas. As populações indígenas acreditam que essa interação é indispensável.

Por isso, a maioria dos rituais indígenas são uma celebração das diferenças. Tanto as diferenças entre todos os seres do universo (divindades, homens, animais e plantas) como as específicas entre nós, seres humanos.

Para os índios, sem essas diferenças, não haveria nem troca nem cooperação. Elas são celebradas por meio do oferecimento de comida e bebida, e, às vezes, de cantos e objetos.

Um exemplo de objeto presente nos rituais indígenas é o chocalho, utilizado para cura e purificação. Hoje em dia, artefatos ritualísticos também são vendidos como artesanato.

Hoje, 19 de abril, comemora-se o Dia do Índio. A data foi instituída em 1943, pelo então presidente, Getúlio Vargas, e tem como referência o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano que ocorreu no México, em 194O. Pouco sabemos da rica história dos primeiros habitantes do Brasil. Estima-se que, quando os europeus chegaram ao Brasil, os índios já habitavam a América do Sul há 10 mil anos.

Fica para reflexão, no dia de hoje, uma frase proferida por um índio: “O que vocês chamam de sustentabilidade, nós chamamos de amor à natureza.”

Com informações da Agência Brasil