O Japão comemora hoje, 11 de novembro, o Dia do Origami, considerada a arte de dobrar papel. A origem da técnica não é clara, mas alguns registros apontam que teria surgido na China junto com a invenção do papel.

Mas o certo é que foi na Corte Imperial japonesa que essa arte se difundiu como um passatempo, há quase mil anos.

No início, era praticada apenas por adultos, porque o papel era muito caro. Depois a arte do origami, passou a ser ensinada nas escolas japonesas. Mais tarde, foi transmitida ao povo e depois se tornou conhecida em todo o mundo.

A feitura do origami começa com um papel cortado em forma de um quadrado perfeito. A inspiração está, principalmente, nos elementos da natureza e nos objetos do dia a dia. Tradicionalmente, nada é cortado, colado ou desenhado.

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Para os origamistas, as dobraduras representam a transformação da vida: o pedaço de papel, foi a semente de uma planta que germinou, cresceu e se transformou numa árvore. E depois, o homem transformou a planta em folhas de papel, cortando-as em quadrados, dobrando-as em várias formas geométricas representando animais, plantas ou outros objetos.

No Japão, o Dia do Origami é considerado dia de esperança na paz mundial. Os japoneses consideram esse dia perfeito para ingressar na arte que pode trazer benefícios, estimula a criatividade e o senso de localização espacial em pessoas de todas as idades.

Em crianças por exemplo, o origami ajuda no desenvolvimento intelectual, cognitivo e psicomotor, onde elas aprendem brincando uma série de conceitos geométricos.

As figuras feitas em origami são carregadas de simbolismos: o sapo representa o amor e a fertilidade; a tartaruga, a longevidade; e o tsúru, a mais famosa figura de origami, é o desejo de boa sorte, felicidade e saúde.

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Diz uma lenda, que quem fizer mil tsúrus de origami, com a mente fixa naquilo que deseja alcançar, terá sucesso.

Fonte: Agência Brasil