O governo federal divulgou nesta quarta-feira (13) uma cartilha com orientações de atendimento especial a crianças de zero a três anos com microcefalia causados pelo vírus Zika. O documento traz recomendações sobre a importância da estimulação precoce nessas crianças.

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Até os três anos de idade, fase em que a criança tem maior resposta a estímulos, é possível minimizar o comprometimento provocado pela condição.  De acordo com a cartilha, o trabalho de estimulação precoce é lúdico, atrativo, motivador para a criança.

A ação faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado pelo governo federal em dezembro de 2015. A cartilha Diretrizes de Estimulação Precoce – Crianças de zero a 3 anos com Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor Decorrente de Microcefalia já está disponível para consulta, na internet.

De acordo com especialistas, a microcefalia é uma condição neurológica rara, em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que a de outras da mesma idade e do mesmo sexo. Geralmente, é diagnosticada no início da vida e resulta do crescimento insuficiente do cérebro durante a gestação ou após o nascimento.

Especialistas avaliam que a estimulação da criança na janela de até três anos de idade é importante para reduzir do nível de comprometimento causado pela mal formação.

O documento tem orientações sobre desenvolvimento neuropsicomotor da criança, como a avaliação do desenvolvimento auditivo, visual, motor, cognitivo e da linguagem, a estimulação precoce, o uso de tecnologia assistiva, como bengalas e cadeiras de rodas. Além disso, traz a importância de brincar e da participação da família na estimulação precoce.

De acordo com a publicação, a estimulação precoce da linguagem e da cognição pode ocorrer de maneira interdisciplinar, a partir das atividades de vida diária da criança.

O plano pretende que a criança tenha mais autonomia e qualidade de vida, minimizando possíveis sequelas decorrentes da doença. O apoio familiar, segundo o secretário, será estimulado pelos profissionais de saúde, visando o acolhimento mais cuidadoso e carinhoso possível para a criança com a doença.

Fonte: EBC