O Correio de Paz vai trazer em cada número um Herói da Cultura de Paz. É importante no processo de aprimoramento de nossas vidas que tenhamos referências de pessoas que tiveram a coragem de não aceitar o modelo que deixa a humanidade à mercê de padrões de violência. Tivemos a oportunidade de conviver com um ser contemporâneo, nosso querido Nelson Mandela, e não poderia ser outro para inaugurar o Correio de Paz, pois a matriz do Brasil é negra e indígena, e precisamos honrar nossos ancestrais.

Além disso: “seria útil nas escolas, com relação às épocas históricas, perguntar-se aos estudantes como teriam procedido se estivessem no lugar dos heróis. Não se deve impor aos estudantes respostas definidas; ao contrário, deve-se abrir campo a toda espécie de considerações. É tempo de traçar a linha divisória entre o interesse pessoal e o Bem universal.” Assim é dito na Ética Viva.

Que este breve texto sobre Mandela estimule a deixar acesa em nós a busca por um mundo melhor e a perseguir o caminho de nossa ação heróica.

De origem humilde, Nelson Mandela, nascido em 18 de julho de 1918, em Mvezo – África do Sul, formado em direito, foi o primeiro presidente negro daquele país. Em 1994, pela primeira vez na história sul-africana, todas as raças votam em eleições democráticas. Mandela é eleito presidente com grande margem. Em discurso a uma multidão em sua posse, em 10 de maio de 1994, ele diz: “Que a liberdade reine, Deus abençoe a África”.

Mandela ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1993. Ao aceitar o prêmio, Mandela diz: “Faremos o possível para contribuir com a renovação do nosso mundo”. Rejeitou a violência racial no seu país e  passou 27 anos (1963-1990) preso, por atuar contra o apartheid – regime de segregação racial.

Em 2004, anunciou sua aposentadoria da vida pública, dizendo que quer viver uma vida tranquila com sua família. Bricando com repórteres, diz: “O que peço a partir de agora é não me liguem, eu ligo para vocês”. O ex-presidente fez poucas aparições públicas após seu 90° aniversário, mas participou da cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Em 05 de dezembro de 2013 Mandela falece, após passar por alguns internamentos devido a problemas de saúde, e, em 15 de dezembro de 2013 é sepultado, com o mundo inteiro conectado com a sua passagem.

Muito do seu pensamento está reunido na autobiografia “O longo caminho para a liberdade (1994), e no livro “Conversas comigo mesmo”, publicado pelo Centro de Memória Nelson Mandela de Johannesburgo.

Estas são algumas de suas frases  que animam nosso espírito de heroísmo:

“A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em nos levantarmos cada vez que caímos”.

 “Depois de escalar uma grande montanha se descobre que existem muitas outras montanhas para escalar”.

“Aprendi que coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo”.

 “A morte é algo inevitável. Quando um homem fez tudo o que considera seu dever em relação ao seu povo e ao seu país, ele pode descansar em paz. Eu acredito que fiz esse esforço. E é por isso que eu vou dormir por toda a eternidade”.

Fonte: Centro de memória Nelson Mandela de johannesburgo