Porque apreciar o mundo em que vivemos

Ao ligar a televisão ou o rádio nos deparamos diariamente com notícias atrozes. Pensamos que é o verdadeiro apocalipse quando sabemos dos violentos crimes que acometem dezenas de cidadãos todos os dias. Porém, se estivéssemos na Antiguidade ou na Idade Média, alguns desses crimes seriam vistos como punições e não como transgressões. É difícil de acreditar, mas hoje o mundo é melhor, e não faltam exemplos disso.

Poderíamos estar morrendo em meio à epidemia de Peste Negra devido ao superficial conhecimento médico. As mulheres poderiam estar sendo queimadas em praça pública para “pagar seus pecados”. Poderíamos estar sendo torturados e mortos por não adorarmos deuses. Negros teriam sua liberdade roubada e seriam considerados animais sem alma apenas pela cor da sua pele.

Podemos nos orgulhar da nossa liberdade de escolha, dos direitos que mesmo com dificuldades conseguimos exercer; poderíamos ser operários ingleses morrendo antes de completar cinquenta anos, ou perder nossos pais, maridos ou filhos nas “guerras santas”.

Hoje vivemos mais, não que isso signifique que vivemos melhor. Não vivemos em um mar de rosas, tão pouco nos orgulhamos do que parece ser a decadência do mundo que conhecemos. Entretanto, há motivos para acreditar que o mundo é melhor, e talvez, se cada um de nós fizer a sua parte, a utopia que tanto sonhamos se torne real.

Thaís Santana
Estudante do 2º. Ano do Ensino Médio do CETV

Atualmente o mundo é melhor?

Se essa pergunta tivesse sido feita em tempos anteriores, diria que o mundo estaria pior. Antigamente os indícios de violência eram muito maiores, só se ouvia falar em guerras, e ainda tinha que lidar com o numero absurdo de discriminação. As pessoas por serem negras e pobres e passarem fome, tinham que se tornar escravos, apanhar a todo o momento se cometessem algum erro, passar por humilhação e na maioria das vezes morrer de tanto trabalhar.

Não se tinha acesso à internet. Televisão? Apenas em casa de pessoas de classe média alta. As mulheres eram espancadas e viviam sob poder de seus companheiros. Se surgisse um casal homossexual, era motivo de discriminação, os casais “gays” viviam reprimidos, não assumiam a opção sexual por medo da reação populacional.

Antigamente o número de pessoas mortas por doenças contagiosas era inacreditável, doenças que não se sabia nem o nome, hoje já se tem a cura. O direito de uma escola não era para todos. Muitas pessoas nasciam e morriam, sem ao menos saber escrever o próprio nome, por não possuir uma boa condição para comprar pelo menos um caderno e um lápis para estudar.

Hoje já se pode dizer que vivemos num mundo melhor, onde não se tem mais tanto preconceito. Lídia Rosenberg Aratangy afirma que, “apesar do eventual aumento de preconceitos aqui e ali, estamos mais tolerantes para com as diferenças e as fraquezas humanas e que os homossexuais estão protegidos por lei, o racismo é considerado crime”. Mulheres já não sofrem mais nas mãos dos companheiros, depois da aprovação a Lei Maria da Penha, que proporcionou o direito e a liberdade às mesmas.

As doenças que causavam a morte, hoje se tem tratamento. O direito a uma boa educação agora é para todos, não importando a classe social. A cada dia a tecnologia facilita a vida das pessoas aumentando a comunicação entre elas.

É claro que ainda há violência, mas segundo, Steven Pinker (psicólogo evolucionista da Universidade Harvard) “Todas as formas de violência estão em declínio, das guerras à crueldade com animais”.A violência, em comparação ao passado, tem se tornado cada vez menor. Às vezes quando ligamos a TV, vemos apenas coisas ruins, mas isso é culpa da mídia que nos mostra os horrores e o outro lado bom que o mundo tem, ela distorce.

Portanto, comparando todas as modificações que mundo passou é correto afirmar que ele está melhor sim! Em vários sentidos.

Thais Fernanda
Estudante do 2o. Ano do Ensino Médio do CETV